sábado, 29 de dezembro de 2012

Um pedido para 2013

Queridos irmãos, nosso blog estará de recesso até dia 20/01/2013, quando reiniciaremos nossas postagens.
Mas antes não podíamos deixar de postar a nossa mensagem de Ano Novo a todos que nos acompanham nos ensinando e aprendendo sobre a arte da superação.



Não desejamos um Ano Novo repleto de realizações
Pedimos que tenham mais um ano para realizar suas conquistas....

Não desejamos um Ano Novo para que possam ser alguém melhor
Pedimos que tenham mais um ano para aprender....

Não desejamos um Ano Novo cheio de luzes e alegria
Pedimos que tenham mais uma ano para iluminar e alegrar...

Não desejamos um Ano Novo para esquecer o que passou
Pedimos que tenham mais um ano para lembrar do que  foi vivenciado....

Não desejamos um Ano Novo para vencer
Pedimos que tenham mais um ano para  prosperar....

Não desejamos um Ano Novo para amar
Pedimos que tenham mais um ano para compartilhar...

Não desejamos um Ano Novo para comemorar
Pedimos que tenhas mais um ano para despertar....

Não desejamos um Ano Novo
Pedimos que se permitam a renovação a cada novo dia!

(Valéria Braz)

Irmãos, não vamos lhes desejar um feliz Ano Novo, porque a renovação não está no ano que começa,  e sim,  no coração com coragem de recomeçar!
Vamos pedir  é que a virada seja o momento de olhar ao céu e agradecer o dom da vida, a saúde e as pessoas que ajudaram a atravessar este caminho especial que traçamos dia a dia!
Vamos pedir que sorriam e tenham a certeza de que "o universo conspira a nosso favor"sempre que conspiramos com o universo. 
Beijo enorme no coração de todos e que mentalizados no amor e na paz, possamos ser heróis de nós mesmos e numa corrente de luz, transcender nossos mais preciosos sonhos!

Um  2013 cheio de FELICIDADE, SAÚDE, PAZ E CORAGEM para aprender. É o que deseja a equipe do Centro de Umbanda Pai Jacó de Angola.





terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Natal - Uma poesia de amor

Vamos deixar que o espírito cante a canção das luzes...
Vamos deixar que o peito pulse a consciência da retidão de caráter...
Vamos deixar que o corpo dance a dança do nascimento....

Nascimento de uma nova forma de pensar
De um novo modo de agir
De uma maneira sincera de sentir....

Vamos olhar nos olhos
Vamos perguntar o que fomos até ontem
Vamos questionar sobre o nascer de todo ano
Vamos permitir o nascer da inocência 
Inocência necessária ao aprendizado e
Com a exata visão de um mundo a construir
No prazer de se doar.... 

Vamos ter a verdade nos gestos
Vamos deixar as máscaras no lixo
Vamos olhar pelos olhos do outro
E enxergar aquilo que viram em nós
Aquilo que encontraram em nós
Aquilo que faltou em nós...

Vamos permitir a verdade no coração
Vamos permitir a mesa repleta de mãos
Vamos aceitar receber o afeto do sentimento
Afeto comprometido com delicadeza
Distanciado do consumismo
Compartilhado em um abraço....


Vamos brindar  o nascimento
Brindar o renascimento de nós mesmos....

Renascimento para mais 365 dias de fé
Renascimento para mais 365 dias de descoberta
Renascimento para mais 365 de aprendizado
Aprendizado sobre nobreza de caráter
Sobre humanidade
Sobre verdade!
(Valéria Braz)




O natal significa um dia de reflexão sobre como estamos vivendo a vida, pois neste dia nasceu um homem que nos ensinou sobre retidão de caráter e sobre aceitar e respeitar as diferenças, ensinou sobre o amor ao próximo, e sobre como podemos passar por este mundo e deixar nossa marca. Este  homem não agia assim só quando comemorava seu nascimento,  ele fez isto 365 dias por ano!
Nos perguntamos o que a vida tem feito conosco, mas talvez neste dia possamos nos perguntar o que estamos fazendo com a vida!
Que possamos todos brindar o real sentindo do Natal, e descobrir  como fazer com que este espírito de amor e caridade permaneça 365 dias em nossas vidas a cada novo nascer!
Queridos irmãos, a equipe do Centro de Umbanda Pai Jacó de Angola deixa na alma de cada um de vocês um carinho muito especial e a certeza de que continuaremos aprendendo juntos.
Que a vida continue nos dando em dobro tudo aquilo que dermos a ela!

FELIZ NATAL

Fonte da imagem: Google


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Quem só sabe ver os erros dos outros


“ Um casal mudou-se para um bairro muito tranquilo. Na primeira manhã, enquanto tomava café, a mulher reparou, através da janela, em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:

- Olha como a nossa vizinha lava mal seus lençóis! Eles são brancos, mas estão   amarelos de tão encardidos.  Se fosse eu…estariam “branquinhos”…, mas veja só… que sujeira…Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal. Passado um tempo a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos pela vizinha.

E empolgada foi dizer ao marido:

- Veja, ela aprendeu a lavar as roupas, será que alguma outra vizinha ensinou?

E o marido calmamente responde:

- Não… hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da nossa janela! ”

Como  é mais fácil criticar  o “lençol do vizinho” do que observar se não é a nossa         “ “janela” que está suja. Interessante como nós seres humanos temos facilidade em apontarmos os erros dos outros, querer dizer o que o outro está fazendo errado,  mas uma enorme  dificuldade  para enxergar os nossos próprios defeitos.  Parafraseando o filósofo francês La Rochefoucauld: “Se nós não tivéssemos defeitos, não teríamos tanto prazer em notá-los  nos outros”.

Apontar o dedo para os defeitos de nossos amigos, familiares, reclamar do chefe, reclamar do stress do trabalho todos os dias (mas também não  tomar nenhuma providência),  brigar com a vizinha do apartamento porque ela não concorda com você sobre algum assunto, etc.  são práticas comuns na vida de muitas pessoas. Quem tem opiniões demais a respeito dos outros, dos fatos, corre o risco de cair na armadilha do preconceito, das fofocas.

É  Bíblico,  Jesus já  dizia em outras palavras: “ Você  que fica ai vendo o cisco nos olhos dos outros, vai cuidar da trave que está no seu olho  primeiro,  porque o cisco que você vê no olho do outro,  pode ser a sombra que projeta o tijolo que está no seu. Ou seja, limpa o seu  olho primeiro, limpa a sua “vidraça” primeiro ao invés de ficar procurando descobrir defeitos alheios..”

Quem tem o costume de ver e criticar os erros dos outros pode estar escondendo através deste comportamento a sua própria insegurança, sua baixa auto-estima. Quanto mais flexíveis formos com a imperfeição do outro, automaticamente menos  críticos seremos, porque teremos um olhar mais tolerante  e sábio em relação ao mundo e seus “erros”.

Na psicologia dizemos sempre que é preciso fazer uma faxina da nossa “sujeira interna”, encarando nossos medos, desapegando de tudo aquilo que não nos faz bem, deixando  o passado ir embora, olhando de uma forma sincera para dentro de nós mesmos. Amadurecer é um processo lento e  contínuo.

Autora: Elisabeth Sversut
Fonte da Imagem: Google

                         

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Sintonia e Vibração


Imaginemos alguém que, com um perfume muito forte, permanece determinado tempo em ambiente fechado. A fragrância do seu perfume irá se espalhar pelo ambiente, que ficará impregnado, durante algum tempo, com o odor característico. Da mesma forma, o resultado do que pensamos e sentimos, fica indelevelmente plasmado naqueles ambientes que mais costumamos freqüentar.
Assim, os nossos lares, os ambientes de trabalho, os locais onde se realizam cultos religiosos e de outros tipos, ficam com suas atmosferas marcadas pelas formas-sentimento e formas-pensamento que comumente ali são expressadas. Quem penetrar em um desses ambientes, inconscientemente ou não, se sentirá inclinado a sintonizar-se psiquicamente com as vibrações ali caracterizadas, sejam agradáveis ou desagradáveis.
Por outro lado, se alguém com um perfume muito forte nos abraça, inevitavelmente herdaremos o odor que dessa pessoa é emanado, seja ele prazeiroso ou não. Da mesma forma que o perfume alheio nos invade a atmosfera pessoal, as vibrações espirituais de quem nos abraça também nos invadem a organização íntima, nem que essa troca energética se processe - e também se conclua - em poucos segundos, tempo necessário para que as defesas energéticas da aura administrem a invasão energética. Em resumo, estamos sempre marcando, com a "nossa fragrância espiritual", as pessoas e os ambientes com os quais convivemos e, ao mesmo tempo, recebendo a suas influências. Quando e se, as nossas defesas espirituais estiverem em boa forma, assimilaremos apenas o que nos for positivo e rechaçaremos o que não for. Esse processo é inconsciente, como também o é o da defesa orgânica que os anticorpos promovem em nosso corpo, sempre que necessário. É tudo tão rápido que o cérebro físico-transitório não dá conta, apesar de ser ele que administra todo o processo, como também o faz, a nossa mente espiritual, quando o caso se relaciona com as vibrações de terceiros que nos invadem o espírito.
É importante perceber que, uma simples troca de olhares, um aperto de mão, um abraço, uma relação sexual, por exemplo, são situações em que a troca energética acontece, independentemente de querermos ou não. Quando a nossa resultante de defesa vibratória é positiva - normalmente assim o é nas pessoas que tem bom ânimo, não se deixam entristecer pelos fatos, são disciplinados no campo da oração e/ou meditação etc. - pouco nos invade a energia alheia, se isto for nos servir de transtorno ao nosso equilíbrio energético. Ao contrário, se estivermos em baixa condição de defesa energética, tal qual um prato de alimento estragado que inapelavelmente irá causar 'estragos" no nosso organismo, a energia deletéria alheia nos desarmonizará durante pouco ou muito tempo, conforme for a nossa capacidade psiquica-espiritual em restabelecer o equilíbrio que nos caracteriza, seja ele de que nível for.
As crianças pequenas que sequer andam, normalmente tem energia passiva, e sofrem um bocado quando ficam "passando de braço em braço", recebendo verdadeiras descargas energéticas que normalmente lhes causam desequilíbrios de toda ordem. Se os pais terrenos disso soubessem, outras seriam as suas posturas em relação a permitirem que seus filhos andem de "braço em braço".
Portanto, estamos a todo momento, trocando energia com as pessoas e com os ambientes que nos rodeiam. O equilíbrio - leia-se, saúde espiritual - de cada um, é o único antídoto a impedir que as vibrações negativas, alheias à nossa organização espiritual, penetrem no nosso íntimo. Saber conviver sem sintonizar com a energia de terceiros é postura que somente os mestres de si mesmos conseguem plasmar na difícil coexistência com os demais. Ao contrário, se a toda hora temos a sensibilidade pessoal invadida por problemas e influências de outras pessoas e/ou situações, ficamos sempre à mercê dos "outros nos deixarem" ficar em paz. Assim, a nossa paz íntima dependerá dos outros, jamais de nós próprios; o nosso controle será sempre refém do descontrole alheio; a nossa fragrância espiritual estará sempre mesclada com a dos outros; enfim, dificilmente conseguiremos ser donos de nossa própria vida.
Se pretendemos ser os arquitetos e atores da nossa própria caminhada evolutiva é mister que cuidemos do nosso equilíbrio espiritual, escolhendo quando e como sintonizar com as vibrações alheias, seja em uma conversa, em um convívio mais íntimo, numa palestra, enfim, numa simples leitura, como é o caso que ora ocorre, pois, até o que lemos pode nos ser motivo de enriquecimento ou de desarmonia interior, já que é vibração que nos penetra a alma.
Lembremo-nos de que: a soberania espiritual passa necessariamente pelo controle das emoções; a saúde do nosso corpo dependerá da qualidade do que nos alimentamos; o equilíbrio do nosso espírito depende e, em muito, do que nos permitimos sintonizar, através dos sentidos.
Afinal, se a massa e energia são aspectos de um mesmo padrão existencial, sintonia e vibração formam o elo entre toda a massa e energia que existe, independente das formas transitórias que venham a assumir.
Melhoremos a nossa vibração pessoal e eduquemos os nossos padrões de sintonia. Isto feito, estaremos despertando no nosso íntimo, a grande herança que recebemos do Pai Celestial.

Fonte: Jan Val Ellam  - Livros: "Queda e Ascensão Espiritual" - Vialuz, ano 4, n° 16
Fonte da Imagem: Google



segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O Barbeiro


Um homem foi ao barbeiro, e enquanto tinha seus cabelos cortados conversava com ele. Falavam da vida e de Deus.
Daí a pouco o barbeiro incrédulo não aguentou e falou:

- Deixa disso, meu caro, Deus não existe!
- Por quê você pensa assim?
- Ora, se Deus existisse não haveria tantos miseráveis passando fome! Olhe em volta e veja quanta tristeza. É só andar pelas ruas e enxergar!
- Bem, esta é a sua maneira de pensar, não é?
- Sim, claro que é!

O freguês pagou o corte e foi saindo quando avistou um maltrapilho imundo com longos e feios cabelos, barba desgrenhada, suja e já abaixo do pescoço.
Não aguentou, deu meia volta e interpelou o barbeiro:

- Sabe de uma coisa?
- Não acredito em barbeiros!
- Como?
- Sim, se existissem barbeiros não haveriam pessoas de cabelos e barbas compridas!
- Ora, eles estão assim porque querem. Se desejassem mudar, viriam até mim!
- Aha! Agora, você entendeu!

E lá se foi o freguês com um leve sorriso no rosto deixando para trás um barbeiro atônito com a verdade daquela interpelação!

Fonte: www.contoseparabolas.no.sapo.pt/02contos/fe.htm
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sábado, 3 de novembro de 2012

Umbanda - Origem e Sessão



As raízes da umbanda são ainda um grande mistério e não se tem como saber ao certo onde surgiu enquanto crença, o que se observa são as muitas semelhanças com os cultos afro brasileiros,  com as crenças dos negros escravizados, com a cultura indígena, sem falar nas semelhanças com as raízes dos cultos africanos.
O que se pode afirmar é que  possuem em comum a crença nas forças da natureza,  e   que o equilíbrio destas  forças é  capaz de modificar as energias ruins e revitalizá-las. Estes elementos da natureza, na Umbanda, são chamados de Orixás e cada um deles irá vibrar em seu elemento,  água, terra, fogo, ar, etc.
Embora estas crenças existam à muito tempo, a versão mais aceita sobre a origem da Umbanda é a que foi documentada pelo médium Zélio Fernandino de Morais, que em 15 de novembro de 1908 recebeu a entidade denominada Caboclo das Sete Encruzilhadas, que segundo afirmou, seria o responsável por ajudar a criar e difundir a religião que hoje conhecemos por Umbanda.
A partir de então, sob a orientação da espiritualidade, foi surgindo várias tendas (terreiros, centro ou casas) por todo o Brasil. Acredita-se que este avanço tenha sido responsável pela imensa variedade de vertentes da Umbanda, que conforme a localidade foi inserindo movimentos de culturas próprias.

Embora o culto Umbandista possa diferir em seus rituais, conforme o local e vertente de que façam parte, todos estão alicerçados nas seguintes crenças:

 - Existência de uma força criadora universal;
- Obediência aos ensinamentos que versam sobre: fraternidade, respeito ao próximo, caridade  e amor   incondicional, sendo a caridade a máxima encontrada em todas;
- Culto aos Orixás;
- Médiuns como intermediários das entidades;
- Doutrinas e regras de conduta moral e espiritual;
- Crença na imortalidade da alma;
- Leis cármicas (ação e reação).

A Umbanda apresenta aspectos interessantes e que fogem ao tradicionalismo das religiões, e mesmo que não exista uma regra escrita, TODOS os Umbandistas possuem um Pai ou Mãe de Santo,  que é o dirigente do terreiro.
O interessante e peculiar é que não existe nomeação e nem eleição, mas feitura de santo, que é o que determina o Pai/Mãe de santo, e sua palavra tem poder de decisão. São seguidos e respeitados em função da força de seu conhecimento (estudos e camarinha).
Os dirigentes do terreiro sempre seguem a orientação de um Orixá, que é considerado o chefe espiritual da casa, e sob a orientação deste orixá o Pai ou Mãe de Santo define todas as normas e regras ditadas para o funcionamento da casa.
É certo que cada terreiro de Umbanda tem suas regras, filosofias e  adaptações do ritual, mas sempre  respeitando as crenças acima citadas.

O Centro de Umbanda Pai Jacó de Angola também adaptou sua forma de  trabalho , filosofia e regras, e nosso objetivo, além de dar uma ideia da origem da Umbanda, é mostrar o funcionamento da nossa casa.
Como na maioria dos terreiros de Umbanda, a roupa é branca, pois é  capaz de refletir todas as outras cores, os médiuns antes de entrarem no terreiro tomam banho de descarrego (limpeza), que nada mais é que “lavar” as energias acumuladas no dia de atividades fora do centro (terreiro/casa) de umbanda.
Antes de entrarmos no terreiro temos a obrigação de salvar as cangiras, que é quando pedimos proteção e licença ao povo que cuida de nossos caminhos e que fazem a linha de defesa de nossa casa, que são os Exús e Pombas Giras.
Após salvar as cangiras podemos entrar no centro onde acontecem as giras/sessões, e após colocarmos nossas guias, que são um escudo de proteção para os médiuns, devemos pedir proteção e licença ao nosso anjo da guarda e aos Orixás da casa para termos uma boa gira, fortalecidos pelo tripé do equilíbrio que é a fé, esperança e caridade.  
Cumprimentamos uns aos outros, saudando e desejando uma boa gira, logo em seguida inicia a defumação do terreiro, dos filhos de santo e da assistência. Com estes preparativos   fechamos a corrente,  que é na  posição de  perfilados.
Abrimos a gira com a oração de agradecimento, pedindo proteção, força, paz e amor para iniciarmos a transformação energética.
Chamamos  os Orixás da noite com os pontos cantados, que tem a função de vibrar a corrente com a energia desejada  para o inicio dos trabalhos.  Os pontos  cantados são como uma oração e um mantra pedindo que venham até nós.

Nossa sessão é dividida em duas partes, sendo a primeira consagrada aos Orixás, que são energias da natureza   que não viveram na terra e que incorporam com a ajuda dos pontos cantados específicos para cada um deles.  O objetivo é equilibrar as energias para os trabalhos de atendimento.
Lembram que comentamos acima que as energias da natureza em equilíbrio geram uma forte energia revitalizadora? É isto que eles fazem! E é por isso que sempre falamos que as energias já foram transformadas e revitalizadas.
Nesta parte da sessão é fundamental estarmos, médiuns e assistência, sintonizados com pensamentos de fé. Pois neste momento o terreiro os médiuns e a assistência estão sendo preparados e se preparando para receber as entidades, que são os espíritos evoluídos e em evolução que já viveram na terra e tem a responsabilidade de orientar e ensinar tanto os médiuns como a assistência.

Na segunda parte vamos trabalhar com os protetores, guias e/ou mensageiros que com o auxilio dos pontos cantados serão recebidos pelos médiuns e virão  com suas características energéticas específicas. Por exemplo: Pretos Velhos pedem, entre outras coisas, cachimbo para utilizar a fumaça,  que tem a função de defumar o consulente no momento do atendimento. Estas  características e ferramentas solicitadas por cada entidade devem ser respeitadas, pois são elas o  apoio para o cumprimento de seu principal compromisso, que é levar a cada um de nós orientação,  conforto, esclarecimento e transformação do campo energético.
Por isto, tantas vezes ouvimos sobre a necessidade de mudarmos de atitude,  são nossas atitudes e pensamentos que determinam nosso campo vibratório, atraindo as energias semelhantes, sejam elas boas ou ruins.
Assim como é atendida a assistência também serão atendidos os médiuns sempre que necessário. Lembrando que a transformação energética já aconteceu, sendo o atendimento um suporte a mais para o consulente ou para os médiuns, visando conforto, esclarecimento e orientação.

Terminados os atendimentos as entidades partem para aruanda e devem receber como agradecimento os  pontos cantados que irão auxiliar na partida. 
Finalizamos agradecendo pela gira/sessão e pedindo força e proteção para a semana.
Todos nós, em sinal de respeito e agradecimento novamente batemos cabeça aos orixás. Ao sairmos do terreiro salvamos as cangiras agradecendo aos nossos guerreiros mensageiros por terem nos protegido e defendido, ajudando a transformar as energias e possibilitando uma boa gira.

Em  nosso ritual, do começo ao fim, é importantíssimo o silêncio (uma forma de respeito) para que possamos manter a  concentração  nos trabalhos e que as energias renovadas não se dissipem, de forma a permitir estarmos  conectados com  as energias liberadas e benéficas e  que nos auxiliam  nas transformações necessárias e na manutenção do equilíbrio. 

Que juntos, médiuns e assistência, mentalizados no poder da fé , esperança e caridade possamos cumprir com a função que cabe a cada um de nós! 

Muita luz, saúde e paz a todos!

Autora: Valéria Braz
Revisão: Kika – Chefe do Terreiro

Fonte da Imagem: google

sábado, 27 de outubro de 2012

A Medida das coisas


Fui a um casamento lindo. A noiva estava deslumbrante, radiante e lindíssima. Festa, música, dança. Muita alegria e também tristeza. O pai do noivo, que ficara doente há poucos meses, depois de altos e baixos durante seu tratamento, faleceu há exatas duas semanas dessa data tão especial e aguardada. Que complicado!

Casamento planejado, elaborado, pago, agendado. Tão ansiosamente esperado. Convites entregues, presentes recebidos.

Ainda no hospital, o pai do noivo, que era uma pessoa boníssima e querida por todos, opinou que se mantivesse a data, obviamente não imaginando que não estaria presente. Porém, aqueles que bem o conheciam acreditam que ele, mesmo depois de sua morte, não gostaria de ver a festa canelada.
Discutiu-se entre os familiares o cancelamento do evento e sua substituição por algo bem mais simples em outro dia.

Pelo que sei, ao ouvir até então apenas um lado da história, os noivos optaram pela manutenção da data. Alguns dizem que o noivo foi fraco em submeter-se à vontade da noiva (a malvada), responsabilizando-a pela festa num momento tão delicado. Mas acredito que a difícil decisão deva ter sido tomada em conjunto.

Alguns parentes da viúva não vieram de longe por não encontrarem motivos para festejos e alguns parentes do pai falecido vieram de outro país para prestigiar a família num momento tão peculiar, nesse misto de tristeza e alegria e desejar felicidades aos noivos.

Profundamente desgostosa, infeliz e intensamente contrariada, a mãe do noivo viu-se obrigada a fazer seu papel. Pôs-se linda, estampou um sorriso no rosto e assim passou a festa toda. Sem entusiasmo, mas com charme, ao mesmo tempo em que parentes da noiva e amigos de ambos estavam felicíssimos pela festa tão bonita e alegria do casal, porém já maculada pela tristeza da perda e ausência daquela pessoa tão especial.

Enquanto passavam na tela aquelas fotos comuns nesses eventos, víamos nelas a imagem tão viva e feliz do pai falecido e podíamos sentir que ele estava presente naquela comemoração dentro de cada um de nós que com ele conviveu.

Via-se estampado no rosto do comedido noivo um misto de felicidade e tristeza, arrisco também alguma culpa por não “poder” sentir-se tão feliz no seu dia enquanto a noiva era puro glamour e felicidade absoluta pelo seu dia de princesa. Que confusão de emoções! Mas um sonho não se dimensiona. As dores e a alegria também não. Atitudes certas ou erradas? Qual a medida das coisas?

Há pouco menos de um ano, a mãe de um amigo muito querido (ela também muito querida por todos os amigos dele) morreu após uma luta perdida contra um câncer. Enquanto acamada, ela dizia que queria uma cerveja. Falei que compraria uma sem álcool e ela me xingava, dizendo que isso não era cerveja. No dia do enterro eu falei: Agora eu vou beber aquela cerveja por você! Ainda no cemitério, o filho dela, meu amigo, muito triste, reuniu os amigos mais próximos e disse: “Vamos beber à véinha!!!” (como ele a chamava carinhosamente). E lá fomos nós para o bar, beber e brindá-la, e beber e brindá-la com alegria. O garçom achou que fosse brincadeira e meu amigo ameaçou mostra-lhe a certidão de óbito. Ela sabia do respeito que tínhamos por ela e ali estava ela em cada um de nós, tomando sua merecida cerveja.

Não sabemos o desfecho do nosso amanhã. Por mais que o planejemos, tudo pode mudar. Acho que precisamos aprender a ter desenvoltura e flexibilidade quando a circunstância pede e não julgar as atitudes do outro pelo nosso prisma, que é único, só nosso!

Quando a vida nos prega peças e surpresas que fogem ao nosso controle, é melhor observar o momento e aprender com ele para tentar entender que a medida das coisas é muito variável.

By Clarissa Porciuncula


Fonte: http://www.discutindoarelacao.com.br/?p=1992

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

As almas que se amam se encontram em outra vida?


Na espiritualidade o sentimento é claro, de uma força e suavidade que mostram o que existe entre os espíritos que o sentem. Tanto mais fácil perceber este elo afetivo, quanto mais desenvolvido moral e espiritualmente é o espírito. Já durante a encarnação, há uma limitação imposta pelo esquecimento do passado, uma vantagem que Deus nos proporcionou para que o livre-arbítrio fosse pleno em nós. Quando encarnamos esquecemos do passado, e deixamos adormecidas lembranças e sentimentos. Se duas almas que se amam se encontram, talvez não venham a perceber imediatamente a importância real de uma na vida da outra, mas sentirão empatia, simpatia ímpar e profunda, o que as faz pender para a pessoa que acabaram de conhecer na nova encarnação. O reconhecimento de um amor de milênios pode ser forte e imediato, mas em geral, para nos facilitar a vida, surge doce e suave, lenta e profundamente.

O fato de duas almas terem aprendido a amar-se e que se procuram para continuar juntas sua jornada – encontrarem-se na encarnação, não significa necessariamente que devam ficar juntas, enquanto a experiência terrena estiver em andamento. Há reencontros que acontecem para que formem família, exemplifiquem o sentimento, evoluindo e dando, uma à outra, força nas provas, expiações e missões que vieram cumprir. É bem comum também que afetos verdadeiros não se encontrem, que estejam, cada um, vivendo experiências com outras almas, de modo a ampliar os laços do amor fraternal. Neste caso, costumam aliviar a saudade através de visitas em espírito (sonhos).

Há ainda outra possibilidade, em geral prova bem difícil por exigir o mais amplo sentimento de resignação, coragem e amor ao próximo: duas almas encontrarem-se, reconhecerem-se, amarem-se e não poderem ficar juntas porque já estão comprometidas com outras pessoas e famílias.

E porque Deus faria isso?
 Deus não fez. As próprias almas pediram esta prova como exercício expiatório e prova de resistência de suas más tendências, em geral, o egoísmo.
Imaginemos…

Duas almas aprendem a se amar; almas gêmeas que se tornam, escolhem experiências que irão fazê-las evoluir. Espíritos ainda em progresso, possuem defeitos morais que estão trabalhando nas existências. Nascem juntas, separadas, na mesma família, em outras, entre amigos ou inimigos. Entre tantas vidas, numa optam por temporariamente (o que são os anos de uma encarnação perante a imortalidade?) por encarnarem separadas. Casam-se com outras pessoas, formam famílias. Mas um dia encontram-se. Reconhecem-se. O amor ressurge. Seus compromissos espirituais são logo esquecidos, desejam-se. Eles deveriam resistir à tentação de trair, de abandonar os companheiros, os filhos, os compromissos, construindo falsa felicidade sobre lágrimas alheias. No entanto cedem. Traem, abandonam, fogem… não importa. Querem ser felizes e isso lhes basta. É o egoísmo e a falta de fé no futuro, que lhes dirige a ação.

Mas não há real felicidade senão a conquistada no direito e na justiça. Se vencerem a tentação de fazer o que citamos, terão no futuro o mérito de estar uma com a outra. Se se deixam arrastar pelas paixões, estarão fadadas a novos afastamentos, lições dolorosas.
Escolhem esta experiência porque a visão que têm na espiritualidade é diferente da limitada visão da encarnação. Melhor abrir temporariamente mão da presença amada, já que o afeto não se esvai na ausência, do que abrir mão de estarem juntos em várias vidas e seus intervalos. Sendo o egoísmo o único motivador (e não o amor) da escolha de ficarem juntos a qualquer preço, constrói-se sólido castelo sobre a areia das ilusões. Fatalmente ele desmoronará, e será preciso reconstruí-lo.

Vania Loir Vasconcelos

Fonte:www.espiritismo-amor-sem-fronteiras.blogspot.com.br
Fonte da imagem: Google

sábado, 13 de outubro de 2012

O Bem Disposto



Zezinho era um tipo de pessoa que vocês iriam adorar. Ele sempre estava de alto astral e sempre tinha algo otimista para dizer. Quando alguém perguntava a ele "Como vai você?", ele respondia: "Cada vez melhor: Melhor que isso, só dois disso!".
Ele era o único gerente de uma cadeia de restaurantes, porque todos os garçons seguiam seu exemplo. A razão dos garçons seguirem Zezinho era por suas atitudes. Ele era naturalmente motivador. Se algum empregado estivesse tendo um mau dia, Zezinho prontamente estava lá mostrando ao empregado como olhar o lado positivo da situação.
Observando seu estilo me sentia realmente curioso, então um dia eu perguntei para Zezinho:
- Eu não acredito!! Você não pode ser uma pessoa otimista o tempo todo. Como você consegue?
- Toda manhã eu acordo e digo a mim mesmo: Zezinho você tem duas escolhas hoje: escolher estar de alto astral ou escolher estar de baixo astral. Então eu escolho estar de alto astral. 
A todo momento acontece alguma coisa desagradável, e posso escolher ser vitima da situação ou  aprender algo com isso. Escolho aprender algo com isso! Todo momento alguém vem reclamar da vida comigo, eu posso escolher aceitar a reclamação, ou apontar o lado positivo da vida para a pessoa. Eu escolho apontar o lado positivo da vida.
- Tá certo!! Mas não é tão fácil assim!!
- É fácil sim. A vida consiste em escolhas. Quando você tira todos os detalhes e enxuga a situação, o que sobra são escolhas, decisões a serem tomadas. Você escolhe como reagir as situações. Você escolhe como as pessoas irão afetar no seu astral. Você escolhe estar feliz ou triste, calmo ou nervoso. 
Em suma: É escolha sua como você vive sua vida!
Eu refleti no que Zezinho disse.
Algum tempo depois eu deixei o restaurante para abrir meu próprio negocio. Nós perdemos contato, mas freqüentemente eu pensava nele quando eu tomava a decisão de viver ao invés de ficar reagindo as coisas.
Alguns anos mais tarde, eu ouvi dizer que Zezinho havia feito algo que nunca se deve fazer quando se trata de restaurantes, ele deixou a porta dos fundos aberta e consequentemente foi rendido por 3 assaltantes armados.
 Enquanto ele tentava abrir o cofre, sua mão, tremendo de nervoso errou a combinação. Os ladrões entraram em pânico, atiraram nele e fugiram. Por sorte, Zezinho foi encontrado relativamente rápido e foi levado as pressas ao pronto-socorro local. 
Depois de 18hs de cirurgia e algumas semanas de tratamento intensivo, Zezinho foi liberado do hospital com alguns fragmentos de balas ainda em seu corpo. Encontrei com Zezinho 6 meses depois do acidente. Quando eu perguntei: “Como vai você?" ele respondeu: "Cada vez melhor: Melhor que isso, só dois disso!! Quer ver minhas cicatrizes?"
Enquanto eu olhava as cicatrizes, eu perguntei o que passou pela mente dele quando os ladrões invadiram o restaurante.
- A primeira coisa que veio a minha cabeça foi que eu deveria ter trancado a porta dos fundos. Então, depois quando eu estava baleado no chão, eu lembrei que eu tinha duas escolhas: eu podia escolher viver ou podia escolher morrer. Eu escolhi viver.
- Você não ficou com medo? Você não perdeu os sentidos?
- Os paramédicos eram ótimos. Eles ficaram o tempo todo me dizendo que tudo ia dar certo, que tudo ia ficar bem... Mas, quando eles me levaram de maca para a sala de emergência e eu vi as expressões no rosto dos médicos e enfermeiras eu fiquei com medo. Nos seus olhos eu lia: "Ele é um homem morto". Eu sabia que tinha que fazer alguma coisa.
- O que você fez? 
- Bem, havia uma enfermeira grande e forte me fazendo perguntas. Ela perguntou se eu era alérgico a alguma coisa e eu respondi que sim. Os médicos e enfermeiras pararam imediatamente esperando  minha resposta, eu respirei fundo e respondi: "Balas!". Enquanto eles riam eu disse: " Eu estou escolhendo viver. Me operem como se estivesse vivo, não morto. " 
Zezinho sobreviveu graças a experiência e habilidade dos médicos, mas também em função de sua atitude espetacular. 
Eu aprendi com ele que todos os dias temos que escolher viver a vida em sua plenitude, viver por completo.

Vamos escolher viver nossa vida com alegria e sabedoria!

Fonte: www.contoseparabolas.no.sapo.pt

sábado, 6 de outubro de 2012

Espiritualidade: Mente sã em um corpo são


Vou pedir licença ao poeta Romano Juvenal, para utilizar uma de suas frases mais famosas, dentro do contexto que eu quero construir. “Mens sana in corpore sano” foi escrita como parte integrante de um texto que tenta explicar o que as pessoas deveriam desejar na vida. Para mim, trata de uma expressão que implicitamente fala de equilíbrio. Equilíbrio entre o corpo, nossa parte física e palpável, e a mente, o lado imaterial, espiritual, de cada um. Estar saudável, então, passa a significar algo além dos resultados positivos nos exames médicos de rotina. Ganha um significado maior, que traduz um estado no qual tanto o corpo quanto a mente trabalham em sintonia.
A palavra espiritualidade tem hoje uma conotação pejorativa. Muitos fazem uma associação equivocada e imediata à religião. É como se o cuidado com a espiritualidade tivesse necessariamente de passar por visitas frequentes a algum templo religioso. Não, necessariamente, na minha compreensão de espiritualidade. Cuidar do corpo é até fácil, nos basta fazer os tais exames periódicos, adotar uma alimentação saudável e construir uma rotina que englobe exercícios físicos constantes. Mas cuidar do nosso lado imaterial não é tão simples assim e vai exigir da gente um esforço maior, uma dedicação ao “eu”.
O ser humano precisa sempre cuidar e orientar seu desejo
para que ao passar pelos vários objetos de sua realização – é irrenunciável que passe – não perca a
memória bem aventurada do único grande objeto que o faz descansar, o Ser,
o Absoluto, a Realidade fontal, o que se convencionou chamar de Deus.
O Deus que aqui emerge não é simplesmente o Deus das religiões,
mas o Deus da caminhada pessoal, aquela instância de valor supremo,
aquela dimensão sagrada em nós, inegociável e intransferível.
Essas qualificações configuram aquilo que, existencialmente, chamamos de Deus.

Leonardo Boff
Falar de espiritualidade exige uma compreensão maior do ser humano, a de que ele é resultado da conjugação de espírito e corpo. Boff alerta para a visão atual, distorcida, de que há uma dualidade entre estes dois vértices. “Perdeu-se a unidade sagrada do ser humano vivo que é a convivência dinâmica de matéria e de espírito entrelaçados e inter-retro-conectados”, é o que ele diz em um de seus textos que tratam da espiritualidade. O que sinto diariamente é que precisamos mesmo entender a importância desta conexão. Hoje estamos mais preocupados com o corpo sarado, o cabelo arrumado, o seio empinado. Esquecemos que nosso interior também precisa de cuidado, e é muito mais delicado.Não acho que seja fácil se distanciar deste mundo insano, dos barulhos diários, do tic-tac do relógio, das buzinas dos carros, por exemplo. É complexo. Muito, até. Mas é necessário, e quando conseguirmos perceber isso talvez encontremos uma forma de chegar a este estágio de interiorização, do encontro consigo e com Deus, o Deus maior que não está preso aos alicerces de uma igreja qualquer. Nesse processo, o silêncio é importante, a meditação é importante, a concentração em nossas próprias energias também.  Imprescindível é se afastar da aceleração social, buscar um lugar calmo, tranquilo, sossegado, aquele lugar que transpira paz.
Por fim o ser humano possui profundidade.
Tem a capacidade de captar o que está além das aparências, daquilo que se vê, se escuta,
se pensa e se ama. Apreende o outro lado das coisas, sua profundidade.
As coisas todas não são apenas coisas. Todas elas possuem
uma terceia margem. São símbolos e metáforas de outra realidade
que as ultrapassa e que elas recordam.

Leonardo Boff
Podemos nos esforçar um pouco mais. Podemos aceitar essa complexidade do nosso ser. Podemos, depois disso, buscar a mente sã em um corpo são. É só dedicarmos um pouquinho do nosso tempo àquele momento da consciência que nos ajuda a compreender o sentido e o valor do mundo, que nos ajuda a nos compreender como parte de um todo. Boff fala na necessidade de o homem “experimentar a sua própria profundidade”. Gente, o que eu estou falando aqui é de uma atitude nova. Mas uma atitude em relação a você mesmo. Pode parecer bobagem, exagero, insignificância… mas nós não precisamos deixar apenas parecer, se podemos praticar e tirar as nossas conclusões com relação a isso.
Esse post daqui é um convite. Um convite para que todos nós nos dediquemos um pouco mais ao que os outros não podem ver com os olhos, mas podem sentir com suas almas. A gente pode se despir dos preconceitos e pensar na ideia. Pelo menos pensar na possibilidade de sair dessa loucura em algum momento da sua semana, do mês, e colocar em prática a possibilidade de dedicar estes momentos a cuidar do seu interior. Não tem uma fórmula secreta, porém há iniciativas. Uma oração, uma meditação, alguns momentos dedicados à reflexão… Que tal?
                                                                                                                                          Alane Virgínia

sábado, 29 de setembro de 2012

O Ponto Negro

Certo dia, um professor chegou na sala de aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova relâmpago.
Todos acertaram sua filas, aguardando assustados com o teste que viria.
O professor foi entregando a folha da prova com a parte do texto virada para baixo, como era de costume.
Depois que todos receberam, pediu que desvirassem a folha.

Para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto negro no meio da folha.
O professor analisando a expressão de surpresa que todos faziam, disse o seguinte:
- Agora vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.
Todos os alunos confusos começaram a difícil e inexplicável tarefa.
Terminado o tempo, o mestre recolheu as folhas e colocou-se na frente da turma e começou  a ler as redações em voz alta.
Todas sem exceção, definiram o ponto negro, tentando dar explicações por sua presença no centro da folha.
Terminada a leitura, a sala em silêncio, o professor então explicou:
- Esse teste não será para nota, apenas serve de lição para todos nós.
Ninguém na sala falou sobre a folha em branco. Todos centralizaram suas atenções no ponto negro.
Assim acontece em nossas vidas!
Temos uma folha em branco inteira para observar e aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros.
A vida é um presente de Deus dado a cada um de nós com extremo carinho e cuidado.
Temos uma folha em branco de motivos para comemorar sempre.
A natureza se renova com os amigos que se fazem presente, o emprego que nos dá sustento, os milagres que diariamente presenciamos.
No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto negro.
O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um amigo.
Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos diariamente, mas são eles que povoam nossa mente.
Tire os olhos dos pontos negros de sua vida, aproveite cada benção, cada momento que o Criador te deu!

Tranquilize-se e se permita ser FELIZ.

sábado, 22 de setembro de 2012

Sofismas




Preocupa-me ver as pessoas não perceberem que contribuem com aquilo que desprezam. Explico...

Vários foram os locais onde vi pessoas do bem postando e compartilhando uma frase que é um verdadeiro sofisma, a qual diz, em suma, que serão gentis com quem se relaciona com elas se estas forem gentis primeiro. Essa afirmação PARECE dizer que se retribuirá um bom (gentil) comportamento com outro bom comportamento, o que seria, APARENTEMENTE, um estímulo ao relacionamento educado e saudável.

Mas sou altamente crítica quando a mim mesma e tendo opiniões formadas divergentes de muitos, possuo coragem de dizer publicamente que não é assim.

Quando conheci o Cristo, uma das primeiras coisas que consegui absorver foi que não se faz ao outro o que não gostaríamos que nos fizessem. Jesus nunca disse em complemento "mas se teu irmão for agressivo, seja igualmente e ele aprenderá". Vejo que atitudes do estilo "te trato como me tratas" somente estimulam a indiferença, o desrespeito, a vingança, o desamor, a desconfiança, provocando um círculo vicioso sem fim.
Por isso afirmo que ser gentil somente com quem é gentil conosco, ainda que não tenhamos preconceito algum contra eles, é agir contra os preceitos cristãos. Entendo que gentileza é uma VIRTUDE que nasce na alma e é usada sem restrições ou motivações externas, ela existe porque é certo tratar bem o nosso próximo, ainda que ele seja bruto no trato, desagradável no falar, rústico em seus pensamentos, agressivo em sua forma de ser.

Sem dúvida não é fácil, ainda, para quem carrega imperfeições fundadas no orgulho, característica da maioria dos indivíduos na humanidade, "engolir em seco" a má educação alheia. Mas enquanto nos permitirmos ser algo que achamos ruim porque o outro nos impõe isso, ou melhor, enquanto nos permitirmos dar apenas em retribuição, nunca sendo os primeiros a exemplificar, não conseguiremos possuir as virtudes que almejamos, a evolução que buscamos, a paz que lutamos por merecer e ver florescer no mundo.

Quanto aos outros, que sejam como são.
Quanto a mim, serei o que concluí que é certo ser.
Isso significa ser uma pessoa boa sem que ninguém precise sê-lo antes de mim.
É para aprender a aplicar isso que estou viva...

By Vania Mugnato de Vasconcelos
Fonte: http://espiritismoumbanda.blogspot.com.br/search?updated-min=2012-01-01T00:00:00-04:00&updated-max=2013-01-01T00:00:00-04:00&max-results=1

sábado, 15 de setembro de 2012

Culpado ou Inocente


Conta uma antiga lenda que na Idade Média um homem muito religioso foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher.
Na verdade, o autor do crime era pessoa influente do reino e, por isso, desde o primeiro momento se procurou um “bode expiatório” para acobertar o verdadeiro assassino. O homem foi levado a julgamento, já temendo o resultado: a forca.
Ele sabia que tudo iria ser feito para condená-lo e que teria poucas chances de sair vivo desta história. O juiz, que também foi comprado para levar o pobre homem à morte, simulou um julgamento justo, fazendo uma proposta ao acusado para que este provasse sua inocência.
- Sou de uma profunda religiosidade e por isso vou deixar sua sorte nas mãos do Senhor: vou escrever num pedaço de papel a palavra INOCENTE e no outro pedaço a palavra CULPADO. Você sorteará um dos papéis e aquele que sair será o veredicto. O Senhor decidirá seu destino – determinou o juiz.
Sem que o acusado percebesse, o juiz preparou os dois papéis, mas em ambos escreveu CULPADO de maneira que, naquele instante, não existia nenhuma chance de o acusado se livrar da forca. Não havia alternativas para o pobre homem.
O juiz colocou os dois papéis em uma mesa e mandou o acusado escolher um.
O homem pensou alguns segundos e, pressentindo a “vibração”, aproximou-se confiante da mesa, pegou um dos papéis e rapidamente colocou na boca e engoliu.
Os presentes ao julgamento reagiram surpresos e indignados com a atitude do homem.
- Mas o que você fez? E agora? Como vamos saber o seu veredicto?
- É muito fácil. – respondeu o homem – Basta olhar o outro pedaço que sobrou e saberemos que acabei engolindo o contrário. Imediatamente o homem foi liberado.


MORAL DA HISTORIA: Por mais difícil que seja uma situação, não deixe de acreditar até o último momento. Saiba que, para qualquer problema, há sempre uma saída. Não desista, não entregue os pontos, não se deixe derrotar. Vá em frente apesar de tudo e de todos, creia que pode conseguir.


Fonte: www.josiasmoura.com

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Preto Velho



Com certeza a mais carismática entidade que povoa os terreiros de Umbanda.

A mística do Preto Velho é fruto de condições e circunstâncias únicas em terras brasileiras, a sofrida vida dos escravos, trazidos da África, já bastante documentada e comentada, fazia com que os indivíduos, em função do penoso e extenuante trabalho a que eram submetidos, somado aos maus tratos, vivessem, em média, somente sete anos após sua chegada ao Brasil. As mudanças no panorama econômico brasileiro, como a decadência do ciclo da cana-de-açúcar e a redução da atividade mineradora, fizeram com que uma grande leva de escravos migrados, para os centros urbanos, pudesse levar uma vida mais amena e conseguisse ter uma expectativa de vida mais longa. Mesmo assim as condições de salubridade, nesta época, não favoreciam a longevidade.

Então surge a figura daquele escravo que, apesar das suas condições de vida, alcança idade avançada, personificando o patriarca da raça, cuja sapiência parece lhe ser conferida pelos cabelos brancos. Nas sociedades tradicionais, a figura do idoso é um símbolo da experiência de vida e um pilar da cultura do grupo a que pertence; aquele que deve ser ouvido e cujos conselhos devem ser seguidos. Vemos, portanto, o aparecimento de uma entidade cuja linha de trabalho é marcada pela tolerância, rústica simplicidade e um profundo sentimento de caridade. Só quem sofreu na carne as desventuras da vida, pode entender ou se aproximar da compreensão do sofrimento alheio, porque é possível responder a toda violência sofrida, com amor, sem nenhum sentimento revanchista ou de vingança.

A forma como se apresentam nos terreiros de Umbanda, através dos médiuns, é como uma pessoa muito idosa, curvada pelos anos. Às vezes apoiado em uma bengala, com uma voz meiga, algo paternal que atrai a confiança e simpatia de quem ouve. Com movimentos lentos, típicos de um ancião, geralmente sentam-se em um pequeno banquinho ou num pedaço de tronco, fumando seu cachimbo de barro ou um cigarro de palha, queimando seu fumo de rolo.

A linha dos Pretos Velhos está dentro da “falange das almas”. Seres desencarnados que alcançaram uma luz espiritual e retornam, através dos médiuns, ao plano terreno, numa missão de caridade, como que resgatando uma dívida espiritual, ajudando os necessitados, tanto na parte física, com passes magnéticos, defumações e indicando ervas curativas, como na psicológica, com conselhos e amparo afetivo, praticando a bondade incondicional que lhes é inerente.

Devido ao seu modo peculiar de falar, com erros de gramática e concordância e com expressões roceiras, que demonstra a falta de instrução formal, os Pretos Velhos são menosprezados por alguns, como espíritos atrasados e de pouca luz. Porém  a exatidão do português e o lirismo das palavras não indicam a elevação espiritual de ninguém, os grandes vultos da história da humanidade, que possuíam uma retórica exemplar e uma personalidade magnética, foram grandes genocidas, como Hitler e tantos outros e que, se pudessem dirigir alguma mensagem mediúnica poderiam parecer espíritos bastante iluminados. A qualidade da mensagem espiritual está no conteúdo, na compaixão que transparece nos atos e não na forma mecânica de sua construção.

Estas entidades, verdadeiros psicólogos, que falam a língua dos pobres e lhes tocam o coração, são grandes curadores no plano físico e espiritual, usando seu conhecimento fitoterápico com defumações e banhos de limpeza astral, são mais eficientes em sua caridade do que os discursos filosóficos de uma intelectualidade distante da realidade. Quando falamos dessa grande falange, referimo-nos também às entidades do gênero feminino, que povoam os terreiros com sua graça e candura, as Preta Velha.


Os olhos vêem um velhinho(a) negro(a) alquebrado(a) pela idade e pela vida, usando às vezes um chapéu de palha, outras um pano enrolado na cabeça, sentados num banquinho fumando seu cachimbo, rindo e bebendo suas bebidas preferidas. Se tornam quase um membro da família, aquele vovô ou vovó sábio(a) e bondoso(a) que todos gostariam de ter. É quando todas as barreiras caem e as pessoas entregam, aos seus ouvidos pacientes, suas histórias e mazelas, sem nenhum pudor de confessar fracassos ou desilusões. Por que não se sentem falando a um estranho, mas a alguém que parece conhecê-los desde o início de suas vidas.

Carinhosamente, também chamados de pai preto ou mãe preta, estes guias ensinam uma importante lição de humildade e resignação diante das adversidades da vida, sem perder a alegria e o bom humor. É comum ouvir, dos mesmos, observações jocosas a respeito dos problemas simplificando o que parecia complicado, dando esperanças para fortalecer psicologicamente seu consulente, porque sabe que se fraquejarmos na lida da vida, os problemas se tornam maiores e não suportamos o fardo.

A grande lição que ensinam estas entidades é que colhemos o que plantamos, e esta é uma grande oportunidade para rever os erros cometidos e tomar consciência da nossa responsabilidade por nós mesmos na busca da felicidade.

Compilado do texto de:  Antônio Basílio Filho

Fonte: Blog Povo de Aruanda
Fonte da Imagem: Google

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Pomba-Gira na Umbanda



Na Umbanda, a entidade espiritual que conhecemos como Pomba-gira está fundamentada num arquétipo desenvolvido à partir da entidade Bombogira, originária do culto Angola.

Quando da vinda dos nigerianos para o Brasil (isto por volta de 1800), ao encontrar-se com outros povos e culturas religiosas se assimila a poderosa Bombogira angolana que, muito rapidamente, conquistou o respeito dos adoradores dos Orixás.

Com o passar do tempo a formosa e provocativa Bombogira conquistou um grau análogo ao de Exu e muitos passaram a chamá-la de Exu Feminino ou de mulher dele e a palavra Bombogira se transforma por adaptação da língua, em Pomba-gira.

Mas ela, marota e astuta como só, foi logo dizendo que era mulher de sete Exús, uma para cada dia da semana, e, com isso, garantiu sua condição de superioridade e de independência.

Na verdade, num tempo em que as mulheres eram tratadas como inferiores aos homens e eram vítimas de maus tratos por parte dos seus companheiros, que só as queriam para lavar, passar, cozinhar e cuidar dos filhos, eis que uma entidade feminina surge e extravasava o ‘eu interior’ feminino reprimido à força e dando  vazão à sensualidade e à feminilidade subjugadoras do machismo, até dos mais inveterados machistas.

Pomba-gira construiu o arquétipo da mulher livre das convenções sociais, liberal e liberada, exibicionista e provocante, insinuante e desbocada, sensual e libidinosa, quebrando todas as convenções que ensinavam que todos os espíritos tinham que ser certinhos e incorporarem de forma sisuda, respeitável e aceitável pelas pessoas e por membros de uma sociedade repressora da feminilidade.

Ela foi logo se apresentando como a “moça” da rua, apreciadora de um bom champagne e de uma saborosa cigarrilha, de batom e de lenços vermelhos provocantes.

Escrachada e provocativa, ela mexeu com o imaginário popular e muitos a associaram à mulher da rua, à rameira oferecida , e ela não só não foi contra essa associação como até confirmou: “É isso mesmo”!

E todos se quedaram diante dela, de sua beleza, feminilidade e liberalidade, e como que encantados por sua força e coragem.

É comum as pessoas confundirem o trabalho de Exú e Pombas-gira na Umbanda, pois estas entidades são, não raramente, confundidas com espíritos de  vibração inferior. Ao ver uma gira, muitos que ainda não conhecem o verdadeiro poder dessas entidades se assustam com as feições, risadas e maneira de falar destes fortes guias.

Exú e Pomba-gira são espíritos em busca de evolução, compromissados com a espiritualidade superior. Os médiuns bem preparados são um ótimo caminho para que estas entidades trabalhem, aprendam e pratiquem a caridade de forma correta, alinhada, com a única vontade de fazer o bem ao próximo.

São entidades de muita força, geralmente ligadas às forças básicas. Quem já passou por uma gira de Exú e Pomba - gira sabe que um descarrego  feito por um eles é como "tirar com as mãos" aquela sensação pesada das nossas costas.

Encarregados de transportar as forças, essas entidades são simples no falar e no agir. Muitas vezes são tão diretas que nos assustam. Algumas vezes, ouvimos coisas que não queremos ouvir, mas suas mensagens são apropriadas para o momento e devemos refletir sobre o que nos disseram.

A imagem associada às entidades que fumam e bebem, dançam e giram e por vezes soltam suas risadas não significa que são zombeteiras e que procuram fazer o mal. A bebida e o fumo são catalisadores da energia espiritual dessas entidades em nosso mundo, fazendo o seu trabalho através de coisas materiais, assim como qualquer entidade usa o corpo do seu médium para trabalhar. Vale lembrar que isto não é uma regra: Nem toda Exú ou Pomba-gira fuma ou bebe. Isso não os faz menos poderosos. Cada entidade tem sua forma de trabalhar, que deve ser respeitada.

Muitos confundem Exú e Pombas-gira com obsessores. Estes espíritos obsessores não podem e não devem ser classificados como exú. Geralmente, a própria pessoa que está com este tipo de perturbação é que dá vazão para a aproximação de espíritos inferiores, que drenam sua energia com base nas suas tristezas, vícios, raiva, ódio, sentimentos inferiores. Antes de colocar a culpa das perturbações em um espírito, as pessoas devem avaliar-se  primeiro, suas condutas, seus pensamentos, seus desejos.

No veio dos pensamentos de cada um tem pensamentos bons e pensamentos ruins. É natural do nosso livre arbítrio. Cabe a nós, a cada dia, a cada momento, decidir o que queremos ser, o que queremos seguir. Dar vazão aos pensamentos bons nos faz agir de forma boa, positiva. Com isso, atraímos forças boas que a cada dia vão nos abençoar e nos iluminar, gerando um ciclo de aproximação de bons espíritos, mostrando um caminho de luz e paz.

Se nos voltarmos ao nosso lado escuro, os pensamentos ruins, o ódio, raiva, ciúmes, rancor, estamos atraindo energias similares. Estas vão criar uma aura ao nosso redor com as energias similares à que estamos vibrando. Cabe a cada indivíduo escolher o caminho que deseja seguir.

Ao procurar um descarrego, a pessoa deve ter em mente que o trabalho não começa e nem termina ali. O Exú ou Pomba-gira fará a limpeza, levará o que puder levar e com certeza a pessoa sentirá uma melhora imediata. Mas isso não significa que está tudo bem e que podemos voltar a nossa vida de pensamentos ruins.

Se não pensarmos positivamente e atrair energias boas, não levará muito tempo para que as sensações de perturbação voltem, e muitos vão pensar que o descarrego "não deu certo". Certamente, a entidade fez a parte dela. Falta fazermos a nossa.

Nem Exú nem a Pomba-Gira fazem amarrações para o amor. Não prometem que vão trazer a pessoa amada em determinado número de dias. O respeito ao livre arbítrio é uma condição celestial e nenhuma entidade da Umbanda está autorizada a interferir nas escolhas de outrem para o benefício de um.

Claro, se você tem problemas sentimentais, dificuldade para encontrar um relacionamento ou estabelecer relações, você pode pedir ajuda! Uma Pomba-Gira certamente ficará honrada em trazer sua luz, energizando e abrindo caminho para que você encontre o seu caminho, na forma de seu merecimento.

Não tenha vergonha de pedir ajuda. O primeiro  passo para conseguir o que você precisa é reconhecer que precisa disso, e que ajuda é bem-vinda. Procure seu centro de confiança, avalie, pergunte, e converse com os guias que você gosta. Eles poderão te orientar e iluminar para que seus anseios sejam resolvidos.

Lembre-se que nem tudo que desejamos podemos  ter. Na Umbanda (e não só nela), vale a lei do merecimento. Alguns desejos estão além do que podemos ter no momento, e é sábio aquele que reconhece que alguns fardos são para nosso próprio aprendizado. Quanto mais rápido aprendermos, mais rápido passamos para o próximo passo.


Com isso, saudamos os Exús e as Pombas-Giras na sua formosura, simplicidade e dedicação para ajudar nós, os seres humanos, a alcançar mais um nível na compreensão universal e seguirmos em paz pelo nosso caminho.


Texto montado a partir das seguintes fontes:
http://www.colegiodeumbanda.com.br - Texto de Rubens Saraceni "Pombagira de Umbanda"
http://pontosdeumbanda.blogspot.com.br - Texto "Exú e Pomba-Gira na Umbanda"

Fonte das Imagens: Google

terça-feira, 31 de julho de 2012

Os Caboclos


Os Caboclos são espíritos muito esclarecidos e caridosos, assim como os Pretos-Velhos. Tiveram encarnações como cientistas, sábios, magos, professores etc. Alguns, em determinada encarnação, foram mesmo nativos (chamados de indígenas, aqui no Brasil). Enfim, no decorrer de encarnações, elevaram-se e vêm na Umbanda para auxiliar aos irmãos enfermos da alma e do corpo. Muitos são escolhidos pela Espiritualidade para serem os Guias-Chefes dos Terreiros ou então de seus médiuns.

Na Umbanda assumem a forma plasmada de "índios" em homenagem aos povos nativos do Brasil e de outras regiões do globo, que nutriam uma forte relação de amor e de respeito à Natureza e  muito contribuíram com seus conhecimentos e valores morais e culturais para a formação da nossa Pátria. 

Os espíritos que atuam na Umbanda como Caboclos têm origens culturais e religiosas diversas, e nem todos foram indígenas (assim como nem todo Preto-Velho foi um Negro escravizado). O que lhes dá “ a patente” de Caboclo é o seu grau de elevação perante as Leis do Criador
A presença deles nas Giras de Umbanda nos leva a refletir sobre a importância do meio natural que nos acolheu e nos ajuda a compreender que somos parte da Criação Divina e, por isso mesmo, precisamos viver em harmonia com o Todo. Eles são um exemplo de forma de vida simples, natural, livre de preconceitos e artifícios, de arrogância e de vaidade. Sua atuação junto de nós é libertadora, própria daqueles que evoluíram.


Caboclos e Pretos-Velhos manipulam ervas de todos os Orixás porque têm essa autorização e conhecimento, conforme o grau elevado que os distingue.
São profundos conhecedores das ervas e dos seus princípios ativos. Suas “receitas” (banhos, defumações, oferendas etc.) costumam produzir curas inesperadas. Conhecem como ninguém o Reino Vegetal e podem nos ensinar o valor e a melhor utilização das ervas e dos alimentos vindos da terra.
Também atuam nas desobsessões, na solução de problemas psíquicos e materiais, na quebra de demandas, entre outros trabalhos espirituais de Umbanda, utilizando vários recursos magísticos nos quais são iniciados. Não ostentam conhecimentos, colocam-nos em prática!

Comparecem no plano emocional dos humanos com acentuada característica de afetividade, cooperação, companheirismo, certo grau de aventura e franca liberalidade.Estão sempre em busca de uma missão, de vencer mais uma demanda, de ajudar mais um irmão de fé. São de pouco falar, mais de muito agir, pensam muito antes de tomar uma decisão, por esse motivo eles são conselheiros e responsáveis.
De acordo, com planos pré-estabelecidos na Espiritualidade Maior, chegam até nós com a sublime missão de desempenhar tarefa da mais alta importância. Por serem espíritos muito adiantados, esclarecidos e caridosos, espíritos que foram médicos na Terra, cientistas, sábios, professores, enfim, pertenceram a diversas classes sociais, os Caboclos vêm auxiliar na caridade do dia a dia aos nossos irmãos enfermos, quer espiritualmente, quer materialmente.

Que possamos ter sempre a bênção dos Paizinhos Caboclos e das Mãezinhas Caboclas em nossas vidas. Salve os Caboclos da Umbanda!

Fontes do texto: 
http://www.seteporteiras.org.br/guias-espirituais/caboclos.html
http://umbandaestudo.blogspot.com.br/2012/01/sao-sebastiao-na-umbanda-e-oxossi.html
http://comunidadeumbanda.vilabol.uol.com.br/caboclo.html

Fonte da Imagem: Google

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O Povo Baiano



No mundo astral foram sendo organizadas as linhas de Trabalho Espiritual dentro da Umbanda,  que  utilizando  os arquétipos do povo brasileiro, surge entre elas:
Caboclos - que homenageia o guerreiro nativo, forte  e profundo conhecedor  da natureza; 
Preto Velho -  que se caracteriza pela sabedoria, paciência, bondade e humildade dos anciãos das senzalas;
 Crianças -  que mostra a pureza infantil e a necessidade de fazê-la ressurgir em nosso íntimo.

Como a estrutura de trabalho espiritual tem como objetivo a evolução da humanidade, novas linhas de trabalho foram se apresentando gradualmente  acompanhado as mudanças do meio social para atender as necessidades humanas.  Entre as que surgem,  encontra-se  a de Baianos, linha que  faz referência as origens de um povo que é a cara do Brasil. A Bahia e seu povo sintetiza  a diversidade  que existe no Brasil, tanto em relação aos seus valores culturais, quanto aos religiosos. 
Os  Baianos são um povo fraterno, fervoroso, persistente, alegre, festeiro, cheio ginga, ritmo e magia, e  a linha reflete tudo isto. 
 Homenageia ainda  os antigos Pais e Mães de Santo da Bahia, que foram os primeiros a trabalhar, e muito, para a divulgação e preservação do culto aos Orixás em uma  época de muitos  preconceitos e dificuldades.

Durante um longo tempo  os trabalhos da linha de Baiano foram visto com desdém e restrições,  no entanto, com a persistência característica deste povo, aos poucos foram preenchendo  de forma exemplar  o espaço que lhes foi dado pelo astral.

Na Umbanda a linha dos Baianos pertence à chamada linha das Almas, a mesma dos Pretos Velhos.  Linha que traz mensagens de conforto,  fé  e  de como  lidar com as adversidades de nosso dia a dia, além de  muito conhecimento sobre  ervas e  axé.
É uma linha formada por espíritos alegres e brincalhões, que adoram desmanchar demandas, são conselheiros, orientadores, além de  ótimos ouvintes.  É a alegria de um povo sofrido que não perde a esperança,  mostrando  uma fé inabalável e grande experiência para lidar com problemas que fazem os nossos parecer brincadeira.
 A gira é sempre muito animada, pois trazem sua energia positiva e sua vontade de ensinar. Possuindo sempre uma resposta na ponta da língua, nos mostram uma forma de encarar e enfrentar os problemas  do cotidiano,  de como  amparar ao próximo,  e ainda transformar a tristeza em alegria e esperança.
Costumam ser carinhosos e passam muita segurança, no entanto não levam desaforo para casa, sendo  comum presenciarmos estas entidades desviarem assuntos relacionados a trabalho, dinheiro, ou qualquer outro, para perguntar sobre assuntos relativos ao coração.  Como o povo sofrido que foram, sabem  que sanado os problemas de relacionamento, os demais acabam como que por mágica.
Com certeza a principal característica desta linha é sua capacidade de ouvir, conversando muito  e com sua fala mansa, transmitem confiança e alegria aos que buscam seu auxílio e tem fé. 
Ensinam muitas coisas, entre elas, a não se estagnar diante dos problemas, a não lastimar, agradecer pela vida e seguir em frente, confiar na providência divina, manter bons sentimentos e pensamentos,  e não olhar só para seu próprio umbigo.

Desta forma os Baianos chegam e nos conquistam, desarmam nossas defesas emocionais e mentais, auxiliam  nossa evolução espiritual e material, empregando todo o seu conhecimento e elevação. 

Quando os Baianos chegam, ouvindo e direcionando os consulentes em seu sofrimento, estão fazendo muito mais que aliviar dores, estão mostrando que cada povo tem seu valor, sua bagagem cultural,  sua maneira de fazer o bem, e que todos podem contribuir para o progresso comum. 

Mostram que as diferenças não são ruins, pois o que de fato importa são os valores que carregamos em nosso íntimo. 

Sem alarde e de forma simples, os guias da Umbanda, entre eles o povo Baiano, nos ensinam e auxiliam, mostrando que somos todos  parte de uma única raça, a “Raça Universal dos Filhos de Deus”.

 Salve os Baianos! Salve a Bahia de Todos os Santos!

                                                                                          Por: Valéria Braz


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